FAB impulsiona desenvolvimento de drones

A FAB impulsiona desenvolvimento de drones com a expansão do emprego operacional dessas aeronaves e atuação do PITA-BA, consolidando um ecossistema de inovação voltado à autonomia e à soberania tecnológica.
A evolução dos drones tem transformado a forma como países planejam sua defesa, monitoram seus territórios e desenvolvem novas capacidades tecnológicas. No Brasil, esse avanço ganha um diferencial estratégico: a produção nacional dessas aeronaves não tripuladas, impulsionando a Base Industrial de Defesa, fortalecendo a soberania tecnológica e ampliando a autonomia do País em diversas áreas.
É nesse contexto que o Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA) se consolida como um dos principais articuladores desse ecossistema de inovação. Fruto da parceria entre o Comando da Aeronáutica (COMAER) e o SENAI CIMATEC, o Parque reúne Governo, Forças Armadas, Academia e Indústria em um modelo de cooperação conhecido como Tríplice Hélice, voltado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas de interesse estratégico nacional.
Com sede na Base Aérea de Salvador (BASV), o PITA-BA tem como missão desenvolver sistemas aeroespaciais que garantam ao COMAER maior capacidade operacional com autonomia tecnológica, transformando o Nordeste em um polo estratégico de inovação para o setor aeroespacial.
Os resultados já começam a aparecer. Entre os projetos em andamento está o Centro de Competência em Aeronáutica e Drones, que avança para sua segunda fase. A iniciativa contempla o desenvolvimento de uma estação móvel para ensaios em voo, laboratório de laminação de materiais compósitos, eletrônica embarcada com suporte à Inteligência Artificial, simulação de gerenciamento de tráfego aéreo para drones (UTM), avaliação de combustíveis sustentáveis para aviação e construção de cenários operacionais voltados ao emprego dessas aeronaves.
O projeto reúne universidades, centros de pesquisa e empresas brasileiras, fortalecendo uma rede de inovação que estimula a geração de conhecimento, a formação de profissionais altamente qualificados e o desenvolvimento de tecnologias de alto valor agregado.
Durante o 1º Encontro de Inovação Aeroespacial (INOVAERO), realizado, no dia 12/06, na BASV, foi reforçada a visão de que o futuro da defesa brasileira se contrói por meio da integração entre instituições públicas, centros de pesquisa e empresas. Como parte da programação, o INOVAERO realizou demonstrações em voo de sistemas aéreos não tripulados, destacando o potencial das tecnologias nacionais para aplicações nos setores de defesa, pesquisa e inovação.
“O drone que apresentamos no INOVAERO foi o DLV-2. Ele tem uma capacidade de carga de até 10kg e voa em torno de 75 km por hora. Pode ser utilizado para logística, como transportar equipamento médico, material biológico, equipamento de precisão, qualquer coisa que precise ir de A para B. Além disso, ele é um drone que tem capacidade de atuar em ambientes complexos também”, destacou o Diretor do Conselho e Presidente para as Américas da Empresa Speedbird Aero, André Stein.
